O silêncio que pode ser fatal
É evidente que o tema “Aids/HIV” é um tabu no Brasil apesar
de todos os avanços em torno do tratamento e do diagnóstico desta imunodeficiência.
O problema é que tratar disso como tabu causa um
silenciamento que pode ser fatal para quem porta o vírus, isso porque acaba
dificultando o diagnóstico, que quanto
mais precoce for, melhor será para o paciente.
Dentre os fatores que tanto atrapalham o diagnóstico está o medo da morte e o sofrimento físico e emocional e ainda por causa do preconceito que relaciona o HIV a
promiscuidade e ao uso de drogas ilícitas.
Não se nega que houve um aumento na quantidade de exames
realizados no Brasil, já que em 2011 houve um total de 6,3 milhões, quase o dobro de exames registrados no ano de 2005.
Entretanto, muita gente não sabe que está infectado, pois o
Ministério da Saúde confirma números de aproximadamente 530 mil soropositivos no país, sendo que destes, 135 mil desconhecem que estão com a doença.
A aids leva em média de 6 a 7 anos para dar os sintomas. O
diagnóstico precoce, seguido do tratamento diminui consideravelmente a agressão do vírus ao corpo. Sem contar
que ao diagnosticar, fica mais fácil adotar medidas preventivas a fim de não transmitir o vírus para outras pessoas e até mesmo não se infectar com outros subtipos do inimigo, o que pioraria a
situação.
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